se puderes,sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,nesse caminho duro do futuro,
dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
vai colhendo,
ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar
e vendo, acordado,
o logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
onde, com lucidez, te reconheças.
(Miguel Torga)