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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

E o Pai Natal existe, avó?

A noite fria convidava a manterem-se junto à lareira onde as cores se misturavam com o riso e se ia convidando o sono a embalar o pequenito que teimava em não sair do colo da avó.

As histórias repetidas mas sempre inventadas faziam com que, todos os dias, aquele ritual acontecesse. No entanto, nesta época o garoto tornava-se mais exigente. As luzes, os enfeites de Natal, a perspectiva das prendas, os odores das guloseimas que já começavam a aparecer lá por casa, estimulavam a curiosidade.


Naquele dia a pergunta, há muito esperada, surgiu: “E o Pai Natal existe, avó?”

“Existe, pois!” Confirmou a avó, sem hesitação. “Já viste que, assim que as luzinhas de Natal começam a brilhar por todo o lado, os nossos corações se enchem de alegria e nos apetece oferecer abraços às pessoas de quem gostamos? Sabes, eu sempre achei que o Pai Natal não é quem traz os brinquedos. Não é não. O Pai Natal é aquela luzinha especial que brilha cá dentro e nos faz sentir que temos que fazer felizes quem nos ama para que possamos sentir, de verdade, o seu amor."

O pequenito apertou-se contra o peito da avó exclamando: “Ninguém conta histórias como tu, avó!"