(Este texto, escrevi-o em 14 de Setembro de 2007)
Hoje lembrei-me muito de ti!
Somos tão egoístas quando crescemos!
Alguma coisa na vida me fez perder a capacidade de demonstrar alguns sentimentos e emoções de que, no entanto, me orgulho.
Lembro-me de quando me ias acordar para vermos, juntos, o nascer o sol!
Lembras-te? Ouvíamos os pássaros a cantar e tu chamavas-me a atenção para alguns que levavam no bico os ramitos para fazerem os ninhos!
E aquelas férias em que fomos, só nós, de comboio?
Em todos os momentos difíceis estiveste comigo. Normalmente, calado. Nunca precisámos de muitas palavras.
Sabes, sempre tive tanto orgulho em te acompanhar.
Continuo a ter. Mesmo quando já não sabes quem sou ou quando me repetes frases sem sentido.
Mas eu sei que não querias que fosse assim.
E isso é o que mais dói.
Não poder preservar a imagem forte, dinâmica e protectora que construíste nas nossas vidas.
Mas é assim que te lembrarei, prometo.