segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Desabafo!

Um dia o País acordou com a notícia de que várias burlas, negócios escuros e processos pouco lícitos teriam provocado a falência de um Banco. (confesso que nunca tinha ouvido falar do dito!)

Alguém foi detido, sujeito a interrogatórios e acusado de ter enriquecido … a esposa ou melhor, a ex-esposa!
Parece que há outros responsáveis.
No entanto, ninguém é culpado até que tal se prove.
Até lá, uns quantos clientes aparecem a reclamar o seu dinheiro que, tudo indica, poderá ter ido parar a uma qualquer conta na Suíça, em nome de uma qualquer ex-esposa!
Mas nada está perdido.
O Estado Português salvará a situação.
Nacionaliza o Banco na falência e, num abrir e fechar de olhos, milhões de euros (nossos) vão parar aos cofres do Banco!
(nossos????, nossos????, pois! Meus, teus, nossos!!!!)
Algum tempo (e milhões de euros) depois, o Banco já não está na bancarrota. Já começou a recuperar. Parece que já consegue “caminhar sozinho”.
Pois bem, está na hora de Privatizar!
Moral da estória: Nacionalizar a miséria, privatizar o sucesso! (com os nossos euros!!!)
E…
O déficit do País aumenta. É preciso contenção!
A palavra de  ordem é “Reduzir despesas, aumentar a produtividade”
E começa, aqui, a NOSSA MISSÃO!
Criemos “ESCOLAS DE EXCELÊNCIA” onde, a baixo custo, se consigam muitos diplomas!
Esta é a primeira etapa!
Depois de conhecida a receita do sucesso, há que investir na divulgação dos resultados:
”A Escola A é uma Escola de Excelência! Muitos diplomas, boas notas, muita procura”
Voltemos, então, à Moral da estória: Nacionalizar a miséria, privatizar o sucesso!
Então, um dia, faremos parte de Um Grande Grupo: Continente, Feira Nova, Espírito Santo, Mellos, Amorins…
Quem sabe estaremos a pedir : “compre o livro da Passára” ou “arredonde a sua conta”, “vá lá, seja bonzinho, ajude os pobrezinhos, temos a obrigação de apoiar as escolas normais que nunca serão de Excelência!”

domingo, 29 de novembro de 2009

Filho




Mãe, Picasso
Tenho orgulho, sim!

A verdade é que muitos foram os momentos em que te senti longe, a crescer, a fugir ...
Muitos foram os momentos em que a angústia me invadiu por não saber se os caminhos que pude mostrar-te seriam os melhores.
Muitos foram os momentos em que a dúvida me encheu o peito quando te vi a pisar o risco, sem saber se saberias manter o equilíbrio.

Mas agora, caminhas com firmeza em direcção aos teus sonhos e, apesar de estares tão longe, sinto-te aqui, pertinho de mim!

Tenho orgulho, sim!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Aniversário


Passa um ano, mais outro, mais outro...

E a memória daquele dia regressa,
Envolta na nostalgia
Que só as coisas boas nos deixam!

Guardados num pote de encanto,
Os detalhes saboreiam-se
Com a intensidade que ainda nos permitimos!

Passa um ano, mais outro, mais outro ...

Um dia, que nunca lembras, mas que sempre recordas!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Inverter o sentido das águas


 
Pablo Picasso


Pudesse eu ...

Voltar à margem do rio,
Ao caminho sombrio,
À janela de onde se via o vale,
Ao castelo...

Pudesse eu...

Dar-te a liberdade,
Fazer-te voar,
ver as estrelas que brilham todo o dia
E ver-te sorrir!

Pudesse eu...

Transportar a loucura
Que nos faz vencer todas as barreiras,
Construir todas as estórias
viajar por todos os sonhos!

Pudesse eu...

E a vida serias tu!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Homenagem


 
(...) 
   Serei tudo o que disserem   por temor ou negação:   Demagogo   mau profeta   falso médico   ladrão   prostituta   proxeneta   espoleta   televisão.   Serei tudo o que disserem:   Poeta castrado   não!               José Carlos Ary dos Santos

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os barcos da minha terra (2)


"Mas o que tem para mim um grande encanto são os sítios ignorados da ria, onde a água cismática encharca, embebida no céu e reflectindo meia dúzia de ervas e dois barcos encalhados.
Água esquecida ou pedaço do céu translúcido?"

(Raúl Brandão, in Os Pescadores)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amar demais


Esperança que dança na vida

Vivida no futuro

Procura a paz

Escondida pela nuvem que o olhar transporta.

Fecha os olhos…

A vida fluí mansamente

Sem perceber que a dor, apenas, espera uma distracção!

E vem forte, tão forte que a água dos olhos já não corre.

Tão forte que o coração, apertado, já não sente.