quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
25 anos depois!
A ternura do teus dedinhos que apertavam o meu
O rosto pequenino encostado ao meu braço
O calor desse corpo indefeso
Memórias!
Vinte e cinco anos se passaram e tudo parece ter mudado.
Cresceste!
E cresceram os laços que nos unem,
O amor que te dedico
E a certeza de que fui abençoada!
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
O outro 11 de Setembro- em 1973

Deste 11 de Setembro ninguém fala! Mas é bom não esquecer!
HOMENAGEM AO POVO DO CHILE
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança.
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no povo jamais vencido.
- o povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Alguns traziam no rosto
um rictus de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
uma vida à beira-mágoa.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.
José Carlos Ary dos Santos
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Nas suas almas abertas
traziam o sol da esperança
e nas duas mãos desertas
uma pátria ainda criança.
Gritavam Neruda Allende
davam vivas ao Partido
que é a chama que se acende
no povo jamais vencido.
- o povo nunca se rende
mesmo quando morre unido.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Alguns traziam no rosto
um rictus de fogo e dor
fogo vivo fogo posto
pelas mãos do opressor.
Outros traziam os olhos
rasos de silêncio e água
maré-viva de quem passa
uma vida à beira-mágoa.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que tombaram pelo Chile
morrendo de corpo inteiro.
Mas não termina em si próprio
quem morre de pé. Vencido
é aquele que tentar
separar o povo unido.
Por isso os que ontem caíram
levantam de novo a voz.
Mortos são os que traíram
e vivos ficamos nós.
Foram não sei quantos mil
operários trabalhadores
mulheres ardinas pedreiros
jovens poetas cantores
camponeses e mineiros
foram não sei quantos mil
que nasceram para o Chile
morrendo de corpo inteiro.
José Carlos Ary dos Santos
domingo, 7 de agosto de 2011
Música para as férias!
As Férias começaram e o tempo permite já parar e ouvir as palavras que nos fazem pairar!
E ditas e tocadas por este Senhor tornam-se mágicas!
Eu gosto muito!
A
E ditas e tocadas por este Senhor tornam-se mágicas!
Eu gosto muito!
A
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A praga
Naquele dia apareceu um anjo que lhe disse:
- Estás condenada! Nunca poderás olhar a terra que cultivarás sem o peso da maldicência que pairará à tua volta!
E foi! Talvez tenha voado pois os anjos têm asas. A verdade é que nunca mais o viu!
Quando a terra, rasgada e semeada com tanto suor, começou a deixar sair os pequenitos rebentos a maldição realizou-se!
Sempre que olhava uma planta, a voz entoava em toda a aldeia até que ninguém, mesmo ninguém, conseguisse olhar o que quer que desabrochasse da terra! Cada vez que tentava colher o que a terra dava, toda a aldeia enlouquecia!
E assim será!
domingo, 1 de maio de 2011
As Portas que Abril abriu!
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Ary dos Santos
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Ary dos Santos
Subscrever:
Mensagens (Atom)
