O tempo tem sido pouco. A tranquilidade para escrever, também.
Mas não posso deixar de manifestar a revolta!
Porque nunca conseguiria expressar de forma tão lúcida, coerente e clara a revolta que sinto e não posso calar, aqui deixo o Grito de Fernando Nobre. Tenho a certeza que mo permitirá!
Vale a pena reflectir!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
E o Pai Natal existe, avó?
A noite fria convidava a manterem-se junto à lareira onde as cores se misturavam com o riso e se ia convidando o sono a embalar o pequenito que teimava em não sair do colo da avó.
As histórias repetidas mas sempre inventadas faziam com que, todos os dias, aquele ritual acontecesse. No entanto, nesta época o garoto tornava-se mais exigente. As luzes, os enfeites de Natal, a perspectiva das prendas, os odores das guloseimas que já começavam a aparecer lá por casa, estimulavam a curiosidade.
Naquele dia a pergunta, há muito esperada, surgiu: “E o Pai Natal existe, avó?”
“Existe, pois!” Confirmou a avó, sem hesitação. “Já viste que, assim que as luzinhas de Natal começam a brilhar por todo o lado, os nossos corações se enchem de alegria e nos apetece oferecer abraços às pessoas de quem gostamos? Sabes, eu sempre achei que o Pai Natal não é quem traz os brinquedos. Não é não. O Pai Natal é aquela luzinha especial que brilha cá dentro e nos faz sentir que temos que fazer felizes quem nos ama para que possamos sentir, de verdade, o seu amor."
O pequenito apertou-se contra o peito da avó exclamando: “Ninguém conta histórias como tu, avó!"
As histórias repetidas mas sempre inventadas faziam com que, todos os dias, aquele ritual acontecesse. No entanto, nesta época o garoto tornava-se mais exigente. As luzes, os enfeites de Natal, a perspectiva das prendas, os odores das guloseimas que já começavam a aparecer lá por casa, estimulavam a curiosidade.
Naquele dia a pergunta, há muito esperada, surgiu: “E o Pai Natal existe, avó?”
“Existe, pois!” Confirmou a avó, sem hesitação. “Já viste que, assim que as luzinhas de Natal começam a brilhar por todo o lado, os nossos corações se enchem de alegria e nos apetece oferecer abraços às pessoas de quem gostamos? Sabes, eu sempre achei que o Pai Natal não é quem traz os brinquedos. Não é não. O Pai Natal é aquela luzinha especial que brilha cá dentro e nos faz sentir que temos que fazer felizes quem nos ama para que possamos sentir, de verdade, o seu amor."
O pequenito apertou-se contra o peito da avó exclamando: “Ninguém conta histórias como tu, avó!"
domingo, 14 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Rebeldia
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Um dia de nevoeiro...
Um dia a sorte mudará!
Tenho a certeza.
Havemos de ser capazes de, ao resistir, mudar o curso dos acontecimentos e de fazer com que os espartilhos que nos querem vesti, se rompam, não nos sirvam ou, simplesmente, acabem no caixote do lixo!
Tenho a certeza de que, um dia, este pesadelo tem que chegar ao fim!
Até lá, sento-me no escuro, quieta e, se ainda for capaz, rezo!
Alguém, no Universo, me ouvirá, por certo!
E, num cavalo branco ou numa manhã de nevoeiro, entrará neste País uma luz brilhante, quente, linda. A energia que nos transmitirá será a necessária para que tudo volte a ser como antes!
Antes? Antes de quê?
Antes de me ter sentado, no escuro?
Antes de me ter convencido de que alguém me viria tratar da saúde?
Espera! Temos que fazer alguma coisa!
Temos? Quem?
Ah, pois, aqueles que elegemos para nos tratarem da saúde!
Não, não são esses!
São aqueles a quem exigimos que tomem conta daqueles que elegemos para nos tratarem da saúde!!!
Pois, são esses!
Eu? Eu tenho que fazer alguma coisa?
Mas então para que os elegi eu?
Pronto, está bem, eu faço! Mas só se fizermos todos!
TODOS! TODOS mesmo!
Por agora, deixem-me ficar sentadinha no escuro, a ver se ainda serei capaz de rezar!
...deixem-me rir!...
Tenho a certeza.
Havemos de ser capazes de, ao resistir, mudar o curso dos acontecimentos e de fazer com que os espartilhos que nos querem vesti, se rompam, não nos sirvam ou, simplesmente, acabem no caixote do lixo!
Tenho a certeza de que, um dia, este pesadelo tem que chegar ao fim!
Até lá, sento-me no escuro, quieta e, se ainda for capaz, rezo!
Alguém, no Universo, me ouvirá, por certo!
E, num cavalo branco ou numa manhã de nevoeiro, entrará neste País uma luz brilhante, quente, linda. A energia que nos transmitirá será a necessária para que tudo volte a ser como antes!
Antes? Antes de quê?
Antes de me ter sentado, no escuro?
Antes de me ter convencido de que alguém me viria tratar da saúde?
Espera! Temos que fazer alguma coisa!
Temos? Quem?
Ah, pois, aqueles que elegemos para nos tratarem da saúde!
Não, não são esses!
São aqueles a quem exigimos que tomem conta daqueles que elegemos para nos tratarem da saúde!!!
Pois, são esses!
Eu? Eu tenho que fazer alguma coisa?
Mas então para que os elegi eu?
Pronto, está bem, eu faço! Mas só se fizermos todos!
TODOS! TODOS mesmo!
Por agora, deixem-me ficar sentadinha no escuro, a ver se ainda serei capaz de rezar!
...deixem-me rir!...
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