Entre Braga e Guimarães localiza-se uma das maiores ( se não mesmo, a maior) Citânia da Península Ibérica. No cimo do Monte de S. Romão, sobre um grande maciço granítico, pode ver-se uma grande parte do vale do Ave.

Característica do Noroeste da Península, a Citânia é um grande povoado proto-histórico que teve origem na Idade do Bronze (primeiro milénio a. C) e que se desenvolveu, sobretudo, entre os séc II a.C. e I d. C. A partir desta altura, verifica-se a influência (parece que muito limitada) da romanização.O traçado das ruas e o sistema de irrigação parecem ser os traços mais marcantes da influência romana.
A reconstrução de duas habitações permite-nos ter uma ideia mais aproximada do tecido habitacional do povoado.

Na aldeia, é possível visitar o Museu da Cultura Castreja, espaço doado por Francisco Martins Sarmento, considerado por muitos o "pai" da arqueologia em Portugal. Martins Sarmento foi o responsável pelas primeiras campanhas de arqueologia feitas, exactamente, na área da Citânia de Briteiros.
Recolheu várias peças metálicas e de olaria pertencentes ao período da romanização e vários achados de origem Celta de que se destaca a Pedra Formosa do Balneário castrense.
A visita à Citânia e ao Museu, por si só, já compensa bem a viagem. Mas, uma vez que estão pertinho, podem dar um salto ao Gerês.
Foi, aliás, o que eu fiz!
Depois conto-vos!